Na Tribuna, mecânico expõe problemas da Saúde e de qualidade de asfalto em Itapagipe

 

Publicado em: 12/12/2011 00:00

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O mecânico José Elias da Silva fez uso da tribuna livre da Câmara de Itapagipe para falar sobre problemas da cidade, principalmente na área de Saúde e questão de asfaltamento. De acordo com ele, muitas pessoas precisam do Poder Público e, por isso, não têm coragem de reclamar por medo de retaliações.

José Elias disse que o setor de Saúde está muito precário e que há um grande descaso por parte da Administração. “Não tem ninguém competente para tomar conta da Saúde, por isso, está muito ruim”, disse.

O mecânico citou o caso de uma grávida que perdeu o bebê após procurar o Posto de Saúde, tendo sido negado remédio à gestante. Ele conta que conseguiu o remédio por intermédio de outro médico para a mulher. Entretanto, a gestante voltou ao posto, dias depois, e foi negada uma ambulância para transportá-la a Uberaba.

Depois de ser transferida para Frutal, a mulher conseguiu uma vaga em Uberaba, ficando internada, porém, perdeu a criança. “Não sei os motivos de terem sido negados a ela medicamento e ambulância”, disse ele em entrevista à imprensa. “Espero que não seja porque ela não tem título de eleitor. Mas o marido não quis fazer denúncia por medo de retaliação”, lamentou.

Também aos jornalistas, José Elias declarou que considera “verdadeiras sucatas” as ambulâncias que fazem o transporte de pacientes para outras cidades. Conforme relata, os pacientes de Itapagipe que fazem hemodiálise em Barretos precisam sair 3 da madrugada da cidade e costumam voltar por volta das 10 horas da noite. “O paciente precisa de conforto e de repousar, mas ele vai e volta em situações penosas”, declarou.

Na tribuna, José Elias falou ainda sobre a qualidade de asfalto na cidade. Segundo ele, foram feitos asfalto de má qualidade. “Foi um serviço péssimo. Não vi o contrato da obra [que foi firmado com a Construtora Vieira Souza], mas posso dizer que o asfalto não tem um centímetro. Está se soltando e gerando vários buracos. Além disso, o cascalho foi retirado de uma fazenda do município e sem licença do IBAMA, o que é um sério agravante”, disse ao “Jornal da Cidade”.

Ele salientou ainda que a empresa contratou funcionários e não fez registro. Apesar de ter recebido da Prefeitura pelo serviço prestado, não efetuou o pagamento de seus funcionários. “Não temos a quem recorrer e a população está jogada às traças. A cidade está nas mãos de meia dúzia de políticos que estão acabando com ela. Só queremos que devolvam a nossa cidade”, finaliza.

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