Orides diz ter descoberto porque prefeita entrou com ação para não ter de prestar informações à CM

 

Publicado em: 06/10/2011 00:00

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“Descobrimos o segredo das informações negadas”, disse o vereador Orides José Barbosa, do PMDB, referindo-se à Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), proposta pela prefeita Benice Maia (PSDB), que anulou dispositivo da Lei Orgânica do Município e que dá a ela o direito de não prestar informações nem enviar documentos à Câmara sempre que requerido pelos vereadores. O assunto ocupou boa parte do discurso de Orides na reunião do dia 4/10.

 

Antes da ação, de acordo com a Lei Orgânica, o Prefeito Municipal era obrigado a, no prazo de 15 dias, enviar documentos e informações à Câmara, sempre que solicitados pelos vereadores. Em 2007 a prefeita entrou com a ação e, desde então, está desobrigada de cumprir essa determinação.

 

Segundo o vereador Orides, com a Adin, os meios para que os vereadores tenham acesso a informações encontram-se inviabilizados, pois o Executivo não é mais obrigado a prestar informações.

 

“Conseqüentemente, os vereadores desta Casa ficam impossibilitados de ter conhecimento dos gastos financeiros deste governo, bem como de todas as outras informações, como, por exemplo, número de funcionários, o cargo que cada um ocupa, situação das máquinas e veículos, execução de contratos administrativos, entre outras coisas”, lamenta. “Então, infelizmente, não temos qualquer acesso à realidade da Administração local, por que as informações nos são negadas e com amparo da Justiça.”

 

Mas, de acordo com Orides, “tudo que é feito com má fé, uma hora dá errado. E assim aconteceu”, declarou ele. “Descobrimos o segredo das informações negadas e hoje a maioria dos vereadores sabem o motivo deste governo agir desta forma”, disse referindo-se aos balancetes, empenhos e notas fiscais encontradas na Prestação de Contas de 2010 e que foram encaminhados ao Ministério Público junto com uma denúncia de desvio de R$ 800 mil através de obras não realizadas.

 

Orides abordou também a falta de investimentos em alguns setores da Administração, como veículos para atender a zona rural, por exemplo.

 

“O nosso município hoje possui um orçamento para atender bem a nossa população e desempenhar um melhor trabalho. Mas, aparentemente, vem falando em dificuldades financeiras. Mas eu não vejo comprar nada para melhorar o atendimento do nosso povo.”

 

‘Ser honesto é dever de todos’
Para o vereador, honestidade se mostra com ações, não com palavras. “Acho desnecessário uma pessoa encher o peito e dizer ‘eu sou honesto’, porque ser honesto, para mim, é um dever de todos nós”, opinou.

 

“Também não concordo em tentar convencer a sociedade que alguém é perfeito, porque o nosso valor é definido pela gente mesmo, através das nossas ações. E quem vai nos julgar são as pessoas para as quais a gente trabalha, ou seja, o povo.”

 

Orides ressaltou que não é contra ninguém defender o seu ponto de vista, mas afirmou que, para isso, é preciso que conheçam a realidade.

 

Sobre as críticas que ele e os colegas do G5 (César, Nágila, Adriano e Teotônio) vêm recebendo por adotar uma postura mais investigativa sobre o atual governo, Orides disse: “Não podemos ser omissos à desonestidade; Temos que buscar a verdade e não ficar acobertando coisas erradas.”

 

“Fui eleito e sempre mantive a minha posição de defender o que for correto. Tenho minhas decisões próprias e não faço oposição. Sempre serei companheiro de uma Administração que trabalhe com transparência.”

 

E continuou. “Chega de mentiras. Chega de tapar o sol com a peneira, chega de ficar defendendo injustiças que são praticadas com o povo, chega de permitir que usem indevidamente o nosso dinheiro público.”


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